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Poemas
 
  O Rio


Me vejo neste rio.
Imenso!
Umas vezes calmo...
Outras revolto...
Tento voltar.
Impossível!
Posso nadar.
Infinitamente nadar.
Jamais voltar...
A exaustão me aquieta.
Sou levado em frente, rumo ao desconhecido.
A alegria de prosseguir!
O prazer de progredir!
Eis uma corredeira, uma turbulência...
Quanto mais resisto, maior ela se parece.
Tantos obstáculos.
Pedras!
Troncos!
Tanta coisa contra o que lutar...
E esta turbulência, que cada vez se torna maior.
Outra vez, a exaustão me leva em frente...
Parece mais fácil.
Não tento resistir.
A turbulência me conduz.
Os troncos seguem ao meu lado.
Posso me afastar deles.
Utiliza-los como apoio.
O Fluxo das águas, me desvia das pedras.
E emocionante!
Ao sabor das ondulações, as calmarias me dão fôlego.
As corredeiras me despertam.
É!
A vida me apresenta todos pontos... me oferece a ralidade... resistir é inútil. Viver ao sabor da vida, recebe-la como um presente.
O despertar de um problema.
O descanso da solução.
Finalmente entendo.
A viagem da vida... se chama felicidade!


Copyleft (C) 2002 Sincero Zeferino Filho (Oheremita)